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Katmandu: a viagem no tempo

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Em 2014 após alguns dias em Delhi, na Índia, rumei à capital do Nepal, Katmandu. O objetivo desta viagem era estudar e visualizar “in loco” algumas possibilidades de negócio, dentro do serviço de consultoria internacional a empresas de importação e exportação.

Katmandu é uma cidade relativamente pequena e assim que chegamos ao hotel já tínhamos uma série de empresários de diferentes áreas de negócio à nossa espera.

Queriam conhecer-nos. Todos aguardavam uma oportunidade para reunirem connosco com o objetivo de internacionalizarem as suas empresas ou serviços na Europa.

Tínhamos apenas duas reuniões agendadas para o dia seguinte e estranhamos tamanha afluência…

Como saberiam estas pessoas os nossos nomes, de que país vínhamos e o que fazíamos?!

Durante a nossa curta estadia na capital do Nepal posso dizer que falei com mais de 30 empresários. Faziam fila à porta do hotel (não estou a exagerar, aconteceu mesmo, foi real).

Existia em todos eles uma sede de conhecimento e de oportunidades que só nós, os “europeus” os poderíamos salvar.

Tudo para eles era simples e rápido e só dependia de um SIM da nossa parte.

Tinham ideias pouco claras sobre regras ou funcionalidades básicas a que obrigam a inclusão nos mercados internacionais no ocidente.

Uma realidade que eu não havia constatado em nenhum país do mundo até ali.

Em Katmandu a falta de recursos é visível em todos os locais, assim como a poluição e o pó vermelho pelo ar, as ruas sem asfalto, o trânsito caótico.

Até o próprio aeroporto oferece a quem visita o país um primeiro impacto pouco agradável.

A par disso, a forma como nos receberam foi extraordinária.

Sentimo-nos acarinhados desde o primeiro momento.

Conhecer o Nepal

Rute Silva no Nepal
Falaram-nos sobre a cultura religiosa e das formalidades que deveríamos seguir quando visitávamos os templos (os que podíamos entrar). Contaram-nos histórias sobre o Monte Everest e Annapurna e falaram-nos com orgulho da quantidade de turistas que recebem anualmente no país.

Visitamos muitos monumentos. Adorei visitar Pashupatinath Temple, um dos maiores templos Hindus do mundo dedicado a Shiva.

Pashupatinath fica nas margens do Rio Bagmati, onde se realizam as cerimónias de cremação.

Pashupatinath tem uns profetas muito especiais – os Sãdhus, homens que se vestem com trajes tradicionais e que vivem em pequenas casinhas muito simples, espalhadas pelas muralhas do templo, desprendidos de todos os bens materiais e isolados.

Gostei muito de conhecer e falar com um deles. Nestas muralhas a sabedoria habita por toda a parte.

Katmandu não oferece luxos, não é uma cidade cosmopolita nem moderna, mas a sua localização, num vale rodeado pelos Himalaias juntamente com sua riqueza religiosa, transporta-nos para uma viagem no tempo inesquecível e para uma experiência extremamente enriquecedora.

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