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Estudar em Portugal com segurança

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Chipre

É importante transmitir confiança a pais e alunos que planeiam estudar em Portugal. No âmbito de uma consultoria que fiz para um cliente, viajei para o Chipre e Líbano num espaço temporal de 48 horas. Foi uma viagem relâmpago e mesmo assim ainda consegui perder um dos voos.

Em julho de 2019 visitei a Embaixada de Portugal na ilha do Chipre, situada na capital em Nicósia, onde reuni com o departamento consular.

O objetivo desta reunião era a obtenção de informações para instrução de vistos para estudantes libaneses que pretendiam estudar em Portugal.

O Líbano não tem representação diplomática portuguesa. Neste contexto, a Embaixada de Portugal em Nicósia é a representação diplomática indicada para a instrução deste tipo de pedidos.

Cheguei ao aeroporto de Larnaca por volta das duas horas da manhã, fui para o Hotel e passadas algumas horas, às oito da manhã já estava a caminho de Nicósia.

No uber o motorista ouvia um CD de Madredeus, achei estranho e perguntei-lhe se conhecia o grupo.

Respondeu-me que não, mas ouvia porque gostava muito da voz e da sonoridade da mistura de instrumentos.

Expliquei-lhe que era um grupo musical Português e lá fui falando um pouco das tradições musicais do meu país… São sempre boas estas casualidades, aqui teve um efeito calmante para a reunião que se seguia.

A reunião na Embaixada foi bastante enriquecedora, o assunto ficou claro e esclarecido, percebi quais os próximos passos no que respeita aos estudantes Libaneses.

De Nicósia segui para o aeroporto, tinha voo três horas depois para Beirute, onde a 2ª parte da missão me esperava;
reunir com os estudantes e pais, e explicar-lhes em primeira mão todo o processo de visto e transição para Portugal.

Adorei conhecer aquelas famílias, tão calorosas, tão preocupadas em garantirem aos filhos uma melhor educação.

Rute Silva Post chipre Facebook

Conhecer a realidade e as expectativas das pessoas

O fator segurança é uma grande preocupação para o povo libanês e para mim foi muito importante conhecer essa realidade pessoalmente. Uma coisa é o que nós ouvirmos pela TV e notícias, outra é constatar pessoalmente.

Cada contexto migratório tem uma razão, eu considero que ser uma boa ouvinte, e colocar-me no lugar do outro, abre-me uma perspetiva completamente diferente em cada caso que eu direciono.

E depois vêm a sensibilidade e a empatia que andam “a par e passo”, imprescindíveis nomeadamente quando falamos de jovens que vão ficar longe das famílias por um determinado período.

É muito importante entender tanto os jovens, quanto as famílias neste contexto de mudança. Todos entendemos que é por um bem maior, mas mesmo assim, tem as suas dores…

Agradeço de coração à Marie Rose e ao Chady a amabilidade com que me receberam nesta minha curta passagem de 12h por Beirute e ao meu cliente que me proporcionou este agradável momento de crescimento pessoal e profissional.

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